Cabrón - Erotismo, Poesia e Transgressão


02/02/2010


Meu mundo é uma dimensão à parte, embora haja uma realidade presunçosa que grita

Escrito por Jorge Ubiratan às 22h56
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28/12/2008


Maybe Only Dream

 

Nua

Eu a tomei por cintura e cabelos

Eu a fiz escrava e Cleópatra

E ouvi da sua boca o chamado do sim

Disfarçado em não

Não permiti espaços entre o eu e o ela

Tomei sua alma com um beijo sem pausa

E a beijei por todo mapa do seu corpo

Viagem sem descanso

Amei a grega escultura móvel dos deuses

Com braços, boca e firmeza nas mãos

Ofegante e trêmula

Escravizei sua cintura

Sussurrei ao pescoço o quanto a queria

Os segredos de sua pele se revelaram

Sobrepus meu corpo ao seu

Entre suas pernas

Braços

Boca

E seios

Encontrei meu caminho

Fui seu pela eternidade da noite

Escrito por Jorge Ubiratan às 20h53
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11/10/2008


Azulejo

Mãos minhas: teus quadris

Mãos tuas: azulejo

Chuva artificial

Água fria ... Água quente

Escorre em tuas costas

Deságua em minhas pernas

Não estás de frente

Mas vejo meia boca

Queixo

Olhos fechados

Seio rosa

Eu vou

Você vem

A parede: teu apoio

Treme teu corpo

Balança minha visão

Geme em amor

Grita entre os lábios

Beijo teus lábios

Doces lábios os de cima, os debaixo

 

Jorge Ubiratan

 

Escrito por Jorge Ubiratan às 00h03
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06/10/2008


Brincar de amanhã

Poder brincar de ser você

De te trazer aqui na minha camiseta

Ver um dia acabar sem querer saber se um outro vai nascer

Beijar e deixar ser

Olhar teus olhos e caras que ainda não sei ler

E te deixar entrar.. pro teu querer dizer porque vem... e se vem...

Poder ir pra depois, só depois saber se quereria voltar...

Aurora

Escrito por Jorge Ubiratan às 21h22
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02/10/2008


Pra não mais falar de amor...

Cansei de querer ou seu falso não querer

Ou supostamente o “querer” que julguei ingenuamente ser querer

Por que se na dança dos olhares e da escrita somos verdade

No campo da verdade somos mito

Se no amanhã não cabe que eu e você sejamos nós

Que sejamos apenas sombra, sejamos sonho, sejamos tudo e

Ao mesmo tempo nada

Faço-me fiel a pós-modernidade líquida

Ao menos no campo das aparências

Melhor a insensatez descompromissada que

A sensatez conservadora que mutila na noção de compromisso

Ainda assim reconheço que ainda te quero a sós

Intimamente

No limite das quatro paredes

Irremediavelmente sem limites

Pra não mais falar de amor...

 

Jorge Ubiratan

Escrito por Jorge Ubiratan às 11h10
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28/09/2008


Quem ri quando goza
é poesia
até quando é prosa

Alice Ruiz

Escrito por Jorge Ubiratan às 16h47
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27/09/2008


Chão Vazio

Eu a tomei nos braços

Olhei profundamente seus olhos

E suguei sua alma pela boca

Suguei e fui consumido

Em transe ficamos

A escada fez-se chão vazio

Flutuamos

Em silêncio, somente o som da dança das bocas

No escuro dos olhos fechados

A sensação de invadir

Envolvi todo seu corpo (um braço na cintura, outro na nuca)

E disse com palavras vindas de minhas mãos:

- Quero você agora!

 

Jorge Ubiratan

Escrito por Jorge Ubiratan às 23h39
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Para Elo

"sorte no jogo, azar no amor,

 de que me vale sorte no amor se o amor é um jogo

 e o jogo não é meu forte, meu amor”

 

Leminski

 

Escrito por Jorge Ubiratan às 23h12
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25/09/2008


Bauman

Livro interessante:

Amor líquido - Zygmunt Bauman  

Fragilidade dos laços humanos (no contexto da pós-modernidade e da sociedade da informação), Medo de relacionar-se, Facilidade de construção de relações frágeis, O peso e a leveza dos relacionamentos, Amor e superficialidade... Em toda essa complexidade, a busca incessante por alguém único, especial e "eterno".

Vale!!!

Olha uma resenha dele (aperitivo): http://www.digestivocultural.com/ensaios/ensaio.asp?codigo=123


 

 

Escrito por Jorge Ubiratan às 20h52
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Drummond

Essa é mais uma do Carlos Drummond de Andrade

Obviamente, com lacunas de censura

 

 

Sem que eu pedisse, fizeste-me a graça
de magnificar meu (_ _ _ _ _ _).
Sem que eu esperasse, ficastes de joelhos
em posição devota.
O que passou não é passado morto.
Para sempre e um dia
o (_ _ _ _ _) recolhe a piedade osculante de tua boca.

Hoje não estás nem sei onde estarás,
na total impossibilidade de gesto ou comunicação.
Não te vejo não te escuto não te aperto
mas tua boca está presente, adorando.

Adorando.

Nunca pensei ter entre as coxas um deus."

[Drummond]

Escrito por Jorge Ubiratan às 19h42
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23/09/2008


Transgressão e Identidade

Tataravô, Indiano

Bisavô, Português

Bisavó, Índia

Avô, Africano

Pai, Caboclo

Quem sou eu?

Nenhum deles

Mas, todos eles e outros mais

Minha identidade?

Está na carteira... Chama-se  RG

 

Jorge Ubiratan

 

Escrito por Jorge Ubiratan às 10h14
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Todo ato

Todo ato de Carolina me interessa

Todo suspiro ou tudo que não dito

Da sua Yoga, do seu samba, mesmo sendo falsa baiana.

Todo sorriso manchado de chocolate.

Dos passos no corredor chegando da chuva

Cabelo molhado e sol no rosto

Da tristeza

Dos olhos de chôro

Da curiosidade

Quando Carolina sorri

Até o samba é mais samba

Quando Carolina chora

Até a chuva é mais chuva

 

 

Para ler ouvindo Ah, Se eu vou – Roberta Sá.

 

Jorge Ubiratan

Escrito por Jorge Ubiratan às 23h52
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Apocalyptica - Hibridismo para iniciantes

http://www.youtube.com/watch?v=rbTozgoj9OQ

Escrito por Jorge Ubiratan às 23h24
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21/09/2008


Cabrón? (Hoje ainda não, ainda...)

A escolha se explica no texto que escrevi com o mesmo nome. Significa "bastardo"... Eu gosto desse nome... é diferente, revela alguém não inserido, fora do campo de visão, da ordem, das expectativas, liberdade e criatividade no sangue. Quanto à imagem da garota ao lado: Simples, quando criei o blog estava sem namorada, achei que ela seria a amante ideal, dei até nome a ela: Désirée, que significa desejo. A que tenho, enquanto não está ainda comigo a que desejo.

 

Jorge Ubiratan

 

Escrito por Jorge Ubiratan às 19h04
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Cabrón

Cabrón (Bastardo)

 

Existem vantagens em ser ilegítimo

A maior delas é a liberdade

E se em cada canto me vejo livre

Em sonhos me vejo novo

Não carrego a família, a pátria ou símbolos em meu coração que arde

Carrego sangue, pulsão, vulcão e inquietude

E se em mim existe razão ou racionalismo

São escravos do amante que sou

 

Jorge Ubiratan

 

 

Escrito por Jorge Ubiratan às 17h49
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